brasil

XCIV dia

Collocar batom, possivelmente muito vermelho, e sair de casa. Encontrar alguem maluco como eu, pedir uma foto e sorrir abraçados juntos.

A receita da felicidade por hoje foi simplex e bem legal!

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LXXXVIII dia

Gostaria me acordar amanhã a noite, quando o dia va acabando, quando já vou saber o que va acontecer.

Não gosto falar de “dia mais importante da minha vida”. Mas amanhã é sim.

Quero que todo isso não mude o mei jeito de olhar para o mundo

LXXXII

De volta onde tudo começou, no consultorio do oncologista, para me sentir dizer, ainda uma vez, que sou inteligente e corajosa. Eu não acho. Não tem nada de coragem na escolha de evitar uma cirurgia para tirar o meu olho e escolher uma outra, também perigosa, mas que, além disso, pode evitar de me fazer perder uma oarte tão importante de mim. É sobrevivência. É decidir de salvar o meu corpo, o meu rosto, a minha integridade, até que eu posso salva-la e protege-lá. Eu sou mais forte de todo isso.

LXXX dia

Encontrei um garoto com os cabelos cor di rosa, as sobrancelhas amarelas e um brinco em forma de sabre; li a versão espanhola do Cosmopolitan e um discutível test intitulado “que tipo de clitóris você tem”; um moço lindo demais caiu, no onibus, em cima de mim.

Deveria ter tirado algumas fotos, eu sei. Mas não sou muito boa, quando é preciso aproveitar o momento.

E, afinal, tirei somente uma foto dos pombos.

LXXIX dia

Hoje uma pessoa me disse que, com a vida, temos que ser como surfadores. Nunca podemos prever o tamanho da próxima onda. E para mim é assim mesmo. As vezes, estou no fundo e não sei nem mergulhar, as vezes, domino a corrente e parece que nada pode me derrotar.

Foi um ótimo dia e, no final, sai com o meu marido para comemorar. Talvez amanhã vou contar porque.