arte

LXXXV dia

Encontrei algumas foto tiradas na minha primeira viagem no Rio. Ainda não era casada, ainda não morava aqui. E tudo parecia tão enorme e eu tão pequena.

Mas é incrivel quantas qualidades escondidas guardamos. Mesmo quando pensamos de ser pequenininhos.

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LXXIII dia

Depois se um tempo, resolvi de responder às mensagens do P., aquele que até alguns anos atrás, eu considerava a minha alma gêmea (antes de descubrir que não existe nenhuma alma tão parecida com a minha da me poder amar suficientemente). Me perguntava como estou e falei pra ele a verdade. Que é um período ruim, que estou cansada, que não entendo o porque de toda essa dor.

Quando falo com ele sempre penso que foi muito esperta em não escolhe-lo pra ficar juntos. De um jeito, poupei a sua vida. Agora está casado, tem um filho e imagino esteja feliz. O que eu poderia oferecer pra ele, além das boas lembranças.

E só que é estranho perceber como as pessoas que me disseram que me amavam, acabaram todas casando com outras mulheres. Talvez é por isso que eu mesma me casei com alguem que nunca me amou como eu quero ou preciso.

LXX dia

Adoro Belo Horizonte. Um simples passeio se vira na possibilidade de encarar uma beleza que, as vezes, tira o meu folego.

Hoje, eu e o meu marido fomos para o Circuito Cultural de Praça da Liberdade, para ver a exposição sobre o Mondrian. Nunca gostei muito do seu estilo, mas ver, ao vivo, aquelas pinturas, cheias de história, me emocionou muito.