C dia

Cem dias se foram. Cem dias felizes, como diz o título desse blog, ou quasi, porque na verdade não foram todos felizes. Mas quem gostaria uma vida somente feliz? A felicidade, para ser percebida, precisa ser como uma oasi depois de uma longa aridez. Se não, seria chata, comun…não seria felicidade. 

A minha felicidade é um desafio que tento ganhar em cada minuto de cada dia. As vezes, a tristeza me derrota. As vezes, acho que não vou conseguir. As vezes, não me aceito e, juntos comigo, não aceito os meus problemas. Mas qual seria a alternativa? É simplex. A alternativa não existe. Então, tenho que viver, enfrentar, aguentar firme. E, na frente de obstaculos altos como muros, procurar um jeito de supera-los. 

Cada problema tem uma soluçao. E, embora que pareça tão grande, observado de uma outra perspectiva, fica pequeno. 

Nesse cem dias, eu enfrentei a realidade de ter uma “coisa” maligna emplantada perto do meu olho; enfrentei a tristeza das consultas oncológicas, o perigo de uma enésima cirurgia, a incerteza da cada amanhã, a solidão em saber que ninguem, além de mim mesma, pode me trazer força. Mas ainda estou aqui. E, mesmo sabendo que a minha vida não continuará facil, aprendi que as coisas benévolas são muito mais numerosas de todas as imperfeições ruins do meu mundo. E vou continuar procura-las.

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