LIX dia

Pode acontecer em qualquer lugar. Mas isso não significa que tem que acontecer.

Hoje de manhã fiquei encantada com essa arvore de ype. Está perta da praça onde cada dia eu vou pra treinar. Imovel, eterna, perfeita. Uma beleza, um exemplo de harmonia natural, de graça.

Mas o mundo não reserva somente surpresas lindas.

Na tarde, tive que participar de um workshop sobre a cronaca, conduzido pelo Antonio Prata. 

Preciso fazer uma premissa. Alguns anos atras, em Milano, um maluco, vagando na rua, matou algumas pessoas batendo nas cabeças delas com uma picareta. Aquelas pessoas não tiveram nenhuma culpa; simplecemente estavam no lugar errado, no momento errado.

Hoje, enquanto estavo indo pra oficina, andavo pensando não sei o que, mas estavo distraida. Do nada, noto um cara parado no meio da rua, jogando coisas. Porque estavo perta do Minas tennis clube, no começo eu pensei que ele estava treinando por algum sport e que as coisas que estava jogando eram bolinhas de tennis (eu estava mesmo distraida!). Mas eram pedras…e ele jogava elas contro de mim. So depois de um momento infinito, quando uma daquelas pedras bateu no semaforo perto de mim, eu percebi que o grito que eu estava ouvindo era de uma mulher que me dizia: “Moça, saia daí!”

Tive sorte que ele não me pegou e que, depois quatros pedras, ele foi embora.

Mas doi suficiente para me deixar muoto assustada e para me fazer lembrar que o mundo é um lugar incrivelmente lindo, mas também incrivelmente perigoso, cruel e maluco.

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