XIX dia

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Escrevi um conto. Estou frequentando uma oficina de criação literária e sei que parece bobagem, porque ainda sou muito estrangeira para escrever corretamente em português, mas fiz a inscrição, foi selecionada e agora estou dando o melhor de mim para me sair bem dessa experiência.
O dever de casa por o próximo encontro é um conto sobre a “armadilha”. Depois de um lungo tempo a pensar, escrevi isso. Acho que vou escrever outro, porque nunca conseguiria lê-lo na frente dos meus colegas. Muito intimo, muito personal….
Mas quero que viva aqui nessas minhas paginas segretas.

SOBRE ISSO

Preciso falar com eles sobre o que me tormenta por dentro, não posso continuar assim. Mas estou com medo. Medo de errar, medo de machucar….
Por enquanto, machuco mi mesma com esse silêncio, que não é silencioso porque na minha cabeça tem uma voz que grita: “Fale! Fale sem medo! Eu sei que você nunca tive essa coragem; eu sei que agora o seu coração parece explodir no peito, mas fale! Sabe, as palavras não ditas são pedregulhos que se acumulam e constroem muros. Não permite isso! Sua alma é tão frágil, tão leve! Deixá-la livre. Fale e seja livre!”
Gostaria acreditar nessa voz, jogar fora todas as palavras, para me sentir bem, como um náufrago que, depois de um longo mergulho, cansado, encontra finalmente uma ilha. 
Não todas as ilhas tem armas, mas a armadilha da culpa me prende e não me deixa falar.

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